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  • O mel é rico em nutrientes, faz bem para a flora intestinal e pode até ajudar na cicatrização de machucados. Mas nem tudo o que se alardeia sobre esse alimento pode ser real. Elaine Guaraldo, professora do curso de Nutrição da Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), explica os benefícios do mel, aponta para exageros e faz um alerta para que crianças muito pequenas evitem o consumo do alimento. O mel é um produto usado desde a antiguidade, tanto como um adoçante como para a fabricação do hidromel, bebida fermentada. Ele é o produto obtido de abelhas melíferas a partir do néctar de flores e apresenta em sua composição mais de 80% de açúcares, 17% de umidade, pequena quantidade de proteína, pequena quantidade de vitaminas e minerais como vitaminas C, B1, B6, folatos, cálcio, ferro, magnésio, manganês, fósforo, zinco, entre outros. Além destas substâncias, possui também enzimas, ácidos orgânicos, substâncias aromáticas e flavonoides, esses últimos com propriedades antioxidantes. Além destes, encontramos também os oligossacarídeos, açúcares com importantes propriedades benéficas à saúde, comprovadas em diversos estudos. Os benefícios incluem o equilíbrio da flora bacteriana do intestino, auxiliando no aumento das bifidobactérias e inibindo o crescimento das bactérias causadoras de doenças. Como resultado, temos uma proteção da flora bacteriana benéfica e melhora da constipação e do desconforto intestinal. Em termos nutricionais, o mel é um alimento altamente energético, devido à sua grande quantidade de açúcares – em que predominam a glicose e a frutose. Além dos benefícios citados acima, o mel tem sido muito estudado na área medicinal, onde já se apontam estudos para o uso em cicatrização de feridas e melhora da tosse seca. Porém, devemos ter cuidado com tudo que se divulga sobre este alimento, pois há muitos benefícios e propriedades terapêuticas que ainda não foram provadas e estão sendo estudadas. Algumas pessoas substituem o açúcar pelo mel. Isso é bom? O hábito pode levar a alguma deficiência? A substituição do açúcar pelo mel pode ser uma boa troca, pois enquanto o açúcar refinado, obtido da cana e purificado por processos tecnológicos, possui praticamente 98% de sacarose (que é também um açúcar), o mel possui outros nutrientes e substâncias benéficas ao organismo, como já falamos. Mesmo sendo um alimento altamente energético devido à sua grande quantidade de açúcares, o mel possui 25% menos calorias que o açúcar refinado. Para exemplificar: 100 g de mel têm 309 kcal contra 387 kcal para a mesma quantidade de açúcar. Vale ressaltar que como qualquer outro alimento, o mel deve ser consumido em quantidades moderadas. Novamente, lembramos que o produto contém pequenas quantidades de minerais, vitaminas e antioxidantes e não podemos dispensar outros alimentos em nossa alimentação diária para contribuírem com as quantidades de proteínas, vitaminas, minerais e antioxidantes necessários à nossa saúde. Existe algum tipo de malefício para a saúde causado pelo consumo do produto? O consumo excessivo pode levar ao ganho de peso, já que em sua composição há predominância de açúcares. Por este motivo, deve haver moderação no seu consumo, assim como para outros alimentos ricos em açúcares. Outro problema que também pode ocorrer é o botulismo, que está descrito abaixo. Existem muitos tipos de mel? Qual a diferença entre eles e há um melhor que os outros? Há vários tipos de mel. Segundo a legislação brasileira, os méis podem ser provenientes de uma ou de mais origens florais. Sua composição varia em função da espécie da abelha, do tipo de flor, das condições ambientais, das condições de processamento, apresentando, por isso, sabores, cores, odores e texturas variadas. Por isso, há produtos quase incolores até castanho-escuro. Por exemplo, no Estado de São Paulo, os méis mais encontrados são os de laranjeira, eucalipto e silvestre. Não há um tipo de mel melhor que o outro, quando pensamos no valor nutricional deste alimento. Observamos pequenas alterações na composição, como um maior teor de minerais em méis mais escuros, mas a contribuição do mel continua sendo principalmente na grande quantidade de açúcares. O que devemos sempre observar é a procedência do mel. O Ministério da Agricultura é o órgão que define e controla os padrões de qualidade deste produto, que quando aprovado recebe o selo “SIF”, mostrando que o produto foi inspecionado. Isso nos assegura sobre sua pureza e sobre a higiene utilizada para coletá-lo e envasá-lo. Todo mundo pode consumir mel? Crianças pequenas e idosos, por exemplo, têm alguma restrição? Várias pesquisas feitas no Brasil e em outros países mostram que este alimento pode conter esporos da bactéria Clostridium Botullinum, que uma vez ingeridos podem causar o botulismo. Este tipo de botulismo é chamado de botulismo intestinal e acontece após a transformação do esporo do Clostridium Botullinum para a forma vegetativa, que se multiplica e libera toxina no intestino. Como é uma neurotoxina, isto é, uma toxina que afeta o sistema nervoso, causa vários sintomas que podem variar desde vômito, vertigem, alterações de visão, dificuldade para engolir até flacidez muscular generalizada, dificuldade motora, respiratória e cardiovascular e morte. Por este motivo, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa/Ministério da Saúde) recomenda que este alimento não seja oferecido a crianças menores de 1 ano de idade, pois elas são mais suscetíveis a desenvolverem a doença devido à imaturidade da flora intestinal de proteção, que permitiria a germinação desses esporos levando à produção da toxina na luz intestinal. Além de crianças, pessoas imunodeprimidas (ou seja, com diminuição do sistema imunológico) devido a alguns tipos de doenças ou tratamentos longos que afetam a flora intestinal, também devem evitar o alimento. por Enio Rodrigo
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Apesar de desatualizado, aqui você encontra meus textos publicados em diversas revistas as quais já contribuí, além de conteúdo produzido para sites e portais da internet.

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