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	<title>Enio Rodrigo //</title>
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	<description>Jornalista especializado em Ciência e Saúde</description>
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		<title>Mecatrônica: a engenharia que imita (e facilita) a vida</title>
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		<pubDate>Fri, 01 Jun 2012 14:52:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>eniorodrigo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A palavra robô, vem do tcheco robota (trabalhador forçado, em tradução livre), e apareceu pela primeira vez na peça de teatro R.U.R., de Karel Capek, escrita em 1921. O cinema popularizou a imagem dos robôs, principalmente os humanóides ou andróides. O clássico de Fritz Lang, Metrópolis, é um dos exemplos mais emblemáticos e as histórias &#8230; <a href="http://eniorodrigo.wordpress.com/2012/06/01/mecatronica-a-engenharia-que-imita-e-facilita-a-vida/">Continue a leitura <span class="meta-nav">&#187;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=eniorodrigo.wordpress.com&#038;blog=2511036&#038;post=652&#038;subd=eniorodrigo&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h5>A palavra robô, vem do tcheco robota (trabalhador forçado, em tradução livre), e apareceu pela primeira vez na peça de teatro R.U.R., de Karel Capek, escrita em 1921. O cinema popularizou a imagem dos robôs, principalmente os humanóides ou andróides. O clássico de Fritz Lang, Metrópolis, é um dos exemplos mais emblemáticos e as histórias de Isaac Asimov (como “Eu, Robô”) ajudaram a popularizar a ideia de máquinas que substituem humanos em tarefas diversas.</h5>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><a href="http://eniorodrigo.wordpress.com/2012/06/01/mecatronica-a-engenharia-que-imita-e-facilita-a-vida/mecatronica/" rel="attachment wp-att-653"><img class="size-medium wp-image-653 alignright" title="mecatronica" src="https://eniorodrigo.files.wordpress.com/2012/06/mecatronica.png?w=300&h=232" alt="" width="300" height="232" /></a><a href="http://www.univesp.ensinosuperior.sp.gov.br/preunivesp/3345/mecatr-nica-a-engenharia-que-imita-e-facilita-a-vida.html">&gt;&gt; Leia a matéria editada em Revista Pré-Univesp &lt;&lt;</a></strong></p>
<p>Mas ao contrário da ficção, atualmente os robôs (ainda) não fazem tudo, embora já estejam em quase todos os lugares. É impossível imaginar uma linha de produção de carros sem braços mecânicos, e até mesmo na forma de brinquedos ou eletrodomésticos. Os exemplos são inúmeros e isso tem um motivo claro: essas máquinas autômatas não pertencem mais ao futuro, mas são cada vez mais parte do nosso cotidiano.</p>
<p>“O robô é o exemplo mais claro do que um engenheiro mecatrônico pode fazer. Mas a área de atuação da mecatrônica é ampla e abranje desde linhas de montagem de grandes empresas até maquinários que não nos damos conta no dia a dia, como as máquinas de lavar e suas atividades pré-programáveis”, exemplifica Glauco Augusto Caurin, professor do curso de<a href="http://www.mecatronica.eesc.usp.br/mecatronica/"><strong> Mecatrônica e pesquisador da Escola de Engenharia da Universidade de São Paulo (USP) em São Carlos</strong></a>.</p>
<p>A mecatrônica surgiu no final dos anos 1960 e início dos 1970, como uma disciplina integradora de várias engenharias para a criação de máquinas que substituissem os trabalhadores em funções repetitivas, insalubres e perigosas. Além disso esses maquinários robotizados também tinham a função de aumentar a produção, diminuir os erros e os custos dos produtos fabricados.</p>
<p>“Até então o projeto dos maquinários eram desenvolvidos pela engenharia mecânica e acrescidas de equipamentos eletrônicos que os automatizassem. Eram diversos tipos de profissionais especializados que trabalhavam, dentro de suas áreas, e que depois consolidavam o projeto. A mecatrônica visa uma inversão: formar um profissional que tenha a visão ampla de todos os processos envolvidos e que crie um projeto o mais integrado possível. Um engenheiro mecatrônico precisa entender de mecânica, eletrônica e microeletrônica, informática e ter grandes noções de engenharia de produção”, detalha Mauro Juarez Cáceres, coordenador da <a href="http://www.sp.senai.br/mecatronica/WebForms/default.aspx"><strong>Faculdade Senai de Tecnologia Mecatrônica de São Caetano do Sul</strong></a> . “O projeto integrado é mais complexo, mas mitiga os riscos do processo como um todo”, completa Caurin.</p>
<p>No Brasil a mecatrônica chegou um pouco mais tarde, no final da década de 1980. As empresas automobilísticas foram as primeiras a introduzir as linhas de montagem automatizadas. Elas ainda são as que mais rapidamente assimilam essas tecnologias. “Começaram com robôs mais tradicionais que faziam soldas e pinturas, e que aos poucos foram sendo substituídos por máquinas mais refinadas”, explica Cáceres, cuja instituição fica justamente na região do ABC paulista, pólo onde a maioria das indústrias automotivas se instalaram a partir de meados do século passado.</p>
<p>Mas outros setores brasileiros também estão na mesma toada. Na agroindústria o movimento é crescente, aponta Caurin, especialmente na área de processos semi-automatizados, onde o operador se encarrega de dirigir as máquinas pelo espaço onde elas atuarão plantando, colhendo e embalando a colheita em fardos, por exemplo.</p>
<p><strong>Máquinas mais inteligentes</strong></p>
<p>A mecatrônica, também conhecida como Engenharia de Controle e Automação, está intimamente ligada à informática. As máquinas automatizadas ganham cada vez mais “inteligência”, ou seja, permitem que o operador (um humano, ainda) determine tarefas cada vez mais complexas, sem a necessidade de serem orientadas para outras dinâmicas com menor nível de complexidade. “A Inteligência Artificial vem ganhando destaque nessa área. Não é o tipo de inteligência complexa como vemos nos filmes, mas rotinas que passam a ser desnecessárias de serem programadas pelo operador”, explica Marcelo Ricardo Stemmer, pesquisador e professor da <a href="http://www.das.ufsc.br/"><strong>Faculdade de Controle e Automação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)</strong></a>.</p>
<p>“Robôs manipuladores, como aqueles braços robóticos de linha de montagem são considerados mais ‘burros’, pois precisam de mais inputs dos operadores antes que eles passem a repetir as tarefas de forma constante. Outros tipos, como os autônomos, que precisam se movimentar em determinados espaços, já têm uma maior capacidade de ‘aprendizado’”, aponta Stemmer.</p>
<p>E é não somente na linha de produção ou em grandes fábricas que esses robôs e máquinas cada vez mais “inteligentes” estão presentes. Assim como as lavadoras de roupa contêm muito mais opções de ações automáticas, outros eletrodomésticos estão se “robotizando”. No Japão (país onde a robótica é uma paixão nacional), aspiradores de pó que vagam pela casa ou pelos escritórios fazendo o serviço de limpeza são comuns. Geladeiras que adivinham o que está faltando e sugerem compras também não são mais uma invenção dos escritores de ficção.</p>
<p>“A mecatrônica tem saído do rol de máquinas que apenas grandes empresas podem ter e usar. A sociedade como um todo está sendo beneficiada por esses mecanismos automáticos facilitadores de tarefas rotineiras. E isso é muito bom. Se em um primeiro momento a automação das fábricas comprometiam os empregos, agora elas são geradoras de empregos. Os robôs passaram a ser um produto em si”, diz Caurin, cuja visão vem carregada das ideias ventiladas no MIT, o famoso Instituto de Tecnologia de Massachusets, nos EUA, onde o pesquisador fez seu doutorado. Ele enfatiza também que os alunos de um curso de mecatrônica atualmente devem ter isso em mente. “A criação da mecatrônica é para a sociedade, para o consumidor final. Os projetos de grande máquinas para as grandes indústrias, hoje, são só uma parte do campo que um engenheiro mecatrônico tem para atuar”, afirma.</p>
<p><strong>Telepresença: robôs vencendo ajudando as pessoas a vencer distância</strong></p>
<p>Além das máquinas e processos mais automatizados, dos robôs – com mais ou menos independência ou inteligência – e dos eletrodomésticos robotizados do dia a dia, outro produto fruto do avanço da mecatrônica são os “drones”. Comuns nos noticiários graças ao aumento de aviões não tripulados – porém controlados à distância – usados em diversos cenários de conflito (e na vigilância de fronteiras, por exemplo), os drones também têm aumentado sua presença nos cenários civis.</p>
<p>Um drone é uma espécie de robô que executa tarefas bastante refinadas, porém com pouca autonomia, sendo controlados à longa distância. Os drones são usados, por exemplo, para fazer a averiguação de problemas em linhas de transmissão de energia, fazer o reparo em instalações em águas profundas (como os submarinos robôs que corrigem falhas em equipamentos petrolíferos) e mais recentemente ajudando cirurgiões a fazer operações em pacientes à distância.</p>
<p>“Robôs em cirurgias já são comuns e diversos hospitais brasileiros já utilizam o prcedimento. O uso médico vem sendo testado desde o início da primeira década do século XXI. Recentemente uma cirurgia guiada por um médico nos EUA operou um paciente na Austrália, através desse conjunto de tecnologias chamada ‘telepresença’, que inclui os robôs, sistemas de comunicação eficientes e softwares complexos para minimar erros”, exemplifica Stemmer.</p>
<p><strong>Realidade aumentada, metamáquinas e a terceira Revolucao Industrial</strong></p>
<p>A engenharia mecatrônica também pode ser fruto de uma espécie de trabalho “telepresente”. Projetos colaborativos, com diversos grupos de engenheiros trabalhando ao mesmo tempo em um único objeto (uma máquina ou processo automatizado) em ambientes virtuais são comuns.</p>
<p>Com a realidade virtual (não, isso também não é mais ficção científica), os projetos têm seus riscos diminuídos cada vez mais. A partir de modelos matemáticos em simuladores virtuais é possível prever erros e acertos no projeto antes mesmo deles serem construídos. “A mecatrônia não é só multidisciplinar, mas também uma disciplina colaborativa por natureza. É preciso se integrar com outros especialistas. Nós aqui no Senai temos grupos de alunos que vão até uma fábrica, identificam probemas a serem solucionados e criam, dentro de um ambiente de simulação, máquinas automatizadas e robôs que só existem dentro do computador. Após fazer todos os ajustes, com a ajuda de outros engenheiros e projetistas, passamos para a construção física desses projetos”, detalha Cáceres.</p>
<p>Recentemente a revista <em>The Economist</em>, publicação que é referência na área de economia de mercado, publicou uma matéria sobre essa intersecção entre a realidade virtual e os processos de produção. Para eles essa é uma das características do que vem sendo chamada de “Terceira Revolução Industrial” (com o inglês está afiado, <a href="http://www.economist.com/node/21553017"><strong>é possível ler a reportagem AQUI</strong></a>). Máquinas que constrõem máquinas em qualquer parte do planeta a partir de projetos virtuais. É a automação da automação, que passa pelos modelos matemáticos citados por Cáceres.</p>
<p>E se você acha que isso está longe de acontecer perto de você, pense de novo. Um projeto brasileiro, baseado em experiências similares na Europa, propõe a construção de uma pequena linha de montagem em sua casa. A chamada <a href="http://metamaquina.com.br/"><strong>Metamáquina</strong> </a>nada mais é do que uma impressora 3D que além de produzir físicos de baixo custo também pode se reproduzir, criando novas impressoras.</p>
<p>Profissional global</p>
<p>“O engenheiro mecatrônico guarda semelhanças com o arquiteto: um profissional multidisciplinar com uma visão ampla do processo. Quem estiver pensando em seguir essa carreita tem que ter isso em mente. E o aprendizado não para após o final do curso – técnico, gradução ou pós. A cada novo projeto esse tipo de profissional tem que estudar mais, pois as realidades de um sistema automatizado para um hospital são diferentes de uma linha de produção e que são diferentes de um maquinário agrícola, apenas para citar alguns exemplos”, aponta Caurin.</p>
<p>O mercado de atuação também está longe de se saturar. No Brasil a automação dos parques industriais ainda está em andamento. O mesmo acontece em outras partes do mundo, além dos projetos de inovação ou renovação de setores na Europa e EUA.</p>
<p>“Os alunos brasileiros na área de automação têm uma boa formação de base no geral. Aqui na UFSC são vários os que vão fazer pós-graduação no exterior. Eu envio entre 15 e 20 alunos por ano para instituições americanas e européias. Os brasileiros são muito bem avaliados”, afirma Stemmer. “O aluno vai ter que estar preparado para ser um profissional global, sempre com a mala pronta para viajar o mundo”, brinca Caurin.</p>
<p><span style="color:#ffffff;">-</span></p>
<p><em><strong>Enio Rodrigo</strong></em></p>
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		<title>Zumbido crônico altera o humor e aumenta a ansiedade</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Apr 2012 09:00:29 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[O zumbido, também chamado de tinitus, é uma condição secundária – originária de outros problemas – mais comuns no mundo. De acordo com a Sociedade Brasileira de Otologia, até 17% da população brasileira tem ou já teve um evento de zumbido, condição caracterizada pela sensação de ruído constante com ausência de fontes externas. A condição &#8230; <a href="http://eniorodrigo.wordpress.com/2012/04/30/zumbido-cronico-altera-o-humor-e-aumenta-a-ansiedade/">Continue a leitura <span class="meta-nav">&#187;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=eniorodrigo.wordpress.com&#038;blog=2511036&#038;post=648&#038;subd=eniorodrigo&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h5>O zumbido, também chamado de tinitus, é uma condição secundária – originária de outros problemas – mais comuns no mundo. De acordo com a Sociedade Brasileira de Otologia, até 17% da população brasileira tem ou já teve um evento de zumbido, condição caracterizada pela sensação de ruído constante com ausência de fontes externas.</h5>
<p>A condição pode ser passageira, mas muitos indivíduos enfrentam a variação crônica do zumbido, ou seja, convivem diariamente com um zumbido contínuo. O zumbido é um barulho variável que pode ser como um apito, um chiado ou até mesmo semelhante a uma sirene, e tem diferentes intensidades.</p>
<p>“Pessoas com o zumbido crônico ouvem algo que ninguém mais escuta. Com o tempo, e dependendo das condições ou tarefas do dia a dia, esse ruído pode aumentar causando grande incômodo e impactando a saúde física e mental do paciente”, explica Rita Mor, fonoaudióloga e membro da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia (SBFa).</p>
<p>O zumbido é uma condição secundária normalmente associada a um ou mais problemas de saúde. Suas causas, portanto, podem ser inúmeras combinações. Os tratamentos idem.</p>
<p>“Há causas internas, relativas ao ouvido interno ou à problemas de ordem neurológica ou do sistema nervoso. Mas há também causas externas, que teoricamente não teriam nada a ver com a audição: problemas dentários, traumas ou má-formações no crânio ou mandíbula, excesso de produção de cerumem (a cera do ouvido) que pode causar inflamações e mesmo a diabetes. No total já se conhece mais de 200 condições cujos sintomas secundários incluem o zumbido”, explica Rita.</p>
<p>Em todos esses casos, o tratamento foca na doença principal que, como consequência, ameniza em muito ou acaba de vez com o zumbido.</p>
<p><strong>Alterações na saúde mental</strong></p>
<p>A constância dos ruidos atrapalha também o sono dessas pessoas com zumbido crônico. Com uma piora na qualidade do sono, os níveis de estresse e irritabilidade aumentam drasticamente. “O pior, para quem tem zumbido, é conseguir pegar no sono. E caso este padrão de sono se interrompa no meio da noite é muito complicado voltar a dormir”, aponta Rita.</p>
<p>Um sono ruim também traz alterações no humor, aumenta os níveis de ansiedade e os riscos para desenvolver depressão. “O zumbido impacta negativamente a qualidade de vida do indivíduo e pode ter desdobramentos no trabalho – diminuindo sua produtividade – e nas relações interpessoais de uma forma em geral”, diz Rita.</p>
<p><strong>Procurando ajuda</strong></p>
<p>Rita explica que uma pessoa que perceba um som constante sem causa aparente deve primeiramente procurar um clínico geral para que ele possa avaliar se a condição é o zumbido crônico e se a causa pode ser diagnosticada. Normalmente o paciente é então encaminhado para o especialista, um otorrinolaringologista, que vai fazer testes para definir se há perda auditiva, por exemplo.</p>
<p>“É comum haver alguma perda auditiva associado ao zumbido também. Isso vai definir se é necessário o complemento com o tratamento fonoaudiológico e se haverá necessidade de aparelho auditivo, por exemplo”, detalha Rita.</p>
<p>Um dos testes é o chamado “teste de acufenometria”. Trata-se de um exame que “mede” o zumbido – um conjunto de técnicas audiológicas que identifica um tom mais próximo ao som do zumbido do paciente. A acufenometria tem como principal vantagem a possibilidade de monitoração da real intensidade e frequência do zumbido e, portanto, um tratamento mais eficaz.</p>
<p>“Em último caso, e muito raramente, é possível que o problema necessite de uma intervenção cirúrgica no ouvido. Mas normalmente o tratamento da doença base, ou causa principal que terá como consequência o zumbido, já revolve o problema”, finaliza Rita.</p>
<p><strong>por Enio Rodrigo</strong></p>
<p><em>Leia mais: <a href="http://www.oqueeutenho.com.br/22903/zumbido-cronico-altera-o-humor-e-aumenta-a-ansiedade.html">http://www.oqueeutenho.com.br/22903/zumbido-cronico-altera-o-humor-e-aumenta-a-ansiedade.html</a></em></p>
<br />Filed under: <a href='http://eniorodrigo.wordpress.com/category/5584/jornalismo-em-saude/'>Jornalismo em Saúde</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/eniorodrigo.wordpress.com/648/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/eniorodrigo.wordpress.com/648/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/eniorodrigo.wordpress.com/648/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/eniorodrigo.wordpress.com/648/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/eniorodrigo.wordpress.com/648/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/eniorodrigo.wordpress.com/648/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/eniorodrigo.wordpress.com/648/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/eniorodrigo.wordpress.com/648/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/eniorodrigo.wordpress.com/648/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/eniorodrigo.wordpress.com/648/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/eniorodrigo.wordpress.com/648/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/eniorodrigo.wordpress.com/648/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/eniorodrigo.wordpress.com/648/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/eniorodrigo.wordpress.com/648/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=eniorodrigo.wordpress.com&#038;blog=2511036&#038;post=648&#038;subd=eniorodrigo&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Sem saída: medo de espaços fechados é uma das fobias mais prevalentes, principalmente entre as mulheres</title>
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		<pubDate>Sun, 29 Apr 2012 09:00:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>eniorodrigo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Até 15% da população mundial tem algum tipo de fobia e a maioria destes indivíduos são mulheres. Entre as fobias mais comuns, uma das que mais causam medo é a de espaços fechados. Popularmente conhecida por claustrofobia, a fobia de espaços fechados se caracteriza por episódios de ansiedade em locais onde há a impressão de &#8230; <a href="http://eniorodrigo.wordpress.com/2012/04/29/sem-saida-medo-de-espacos-fechados-e-uma-das-fobias-mais-prevalentes-principalmente-entre-as-mulheres/">Continue a leitura <span class="meta-nav">&#187;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=eniorodrigo.wordpress.com&#038;blog=2511036&#038;post=644&#038;subd=eniorodrigo&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h5>Até 15% da população mundial tem algum tipo de fobia e a maioria destes indivíduos são mulheres. Entre as fobias mais comuns, uma das que mais causam medo é a de espaços fechados. Popularmente conhecida por claustrofobia, a fobia de espaços fechados se caracteriza por episódios de ansiedade em locais onde há a impressão de que não é possível sair.</h5>
<p>“Nesses episódios há a impressão de que o “ar vai acabar”, de que não vai se conseguir respirar. Muitas vezes a pessoa acaba somatizando isso e realmente tendo problemas de respiração ofegante, o que piora o quadro de ansiedade”, explica Karen Vogl, pesquisadora do Instituto de Psiquiatria (IPq) da Universidade de São Paulo (USP).</p>
<p>Na clautrofobia, mais do que o espaço diminuto, o que causa terror à essas pessoas que lidam com o transtorno é não conseguir enxergar um modo de sair daquela situação.</p>
<p>“As situações mais reconhecidas pelo público em geral são aquelas envolvendo os elevadores, metrôs ou salas fechadas. Mas a claustrofobia pode ocorrer em ônibus – que têm janelas e são, de certa forma, abertos – mas onde a pessoa tem a impressão de que não vai conseguir chegar até a saída em uma situação de emergência”, exemplifica Karen.</p>
<p>Outra situação que normalmente poucas pessoas imaginam são eventos sociais com muitas pessoas. “O indivíduo pode estar em um salão e, por causa da multidão, perder a referência de onde é a saída. O processo de ansiedade pode levar a uma crise também. A mesma coisa acontece no trânsito, onde o tráfego pesado faz com que a pessoa fique sem saídas para se locomover. Mesmo estando dentro do seu carro – um lugar que pode ser considerado seguro – esta falta de perspectiva de resolução da situação, ou seja, encontrar a saída para seu destino, também é um estressor que contribui para uma crise de claustrofobia”, completa a especialista.</p>
<p>Esse tipo de fobia leva principalmente à diminuição do convívio social e mobilidade –a pessoa passa a não querer sair de carro, ônibus ou metrô – além de sofrimento físico por causa das crises.</p>
<p><strong>Impacto na saúde</strong></p>
<p>Karen atualmente estuda os efeitos da fobia em espaço fechado em pessoas que têm crises ao se deparar com um problema de saúde, onde é preciso fazer exames dentro dos aparelhos de ressonância magnética.</p>
<p>“O aparelho é um dos únicos que fazem determinados tipos de exames neuronais, por exemplo. A fobia pode levar o indivíduo a não fazer um exame importante que pode indicar uma condição com alto risco de morte e assim diminuir a possibilidade de tratamento”, explica Karen.</p>
<p>Nestes casos, diz, as pessoas podem optar por fazer os exames anestesiadas. Mas muitos indivíduos com a fobia não conseguem sequer se imaginar entrando em uma máquina como essas. Nestas situações, nem mesmo anestesiados eles fazem os exames, fugindo do diagnóstico preciso ou do tratamento para sua condição de saúde.</p>
<p><strong>Tratamento</strong></p>
<p>As causas da clautrofobia são diversas. Não é possível falar de um ou outro determinante. Pessoas ansiosas, em geral, têm maior possibilidade de desenvolver o transtorno. Outras vezes um trauma causou a fobia e em outros pacientes houve o “aprendizado da fobia”, quando uma pessoa próxima – pais ou irmãos, por exemplo – literalmente ensinam o indivíduo que uma determinada situação deve ser evitada, utilizando de uma argumentação equivocada, mas que faz sentido para o fóbico.</p>
<p>Para todos esses casos há tratamento. Na pesquisa específica feita no IPq (veja mais informações AQUI), Karen tenta agora implantar um novo modelo de terapia, a chamada Terapia de Aceitação e Compromisso, baseada na Terapia Comportamental.</p>
<p>“O tratamento que estamos implantando não luta contra os sentimentos negativos da pessoa, mas ajuda ela a lidar com essas emoções intensas e diminuir o impacto. Durante uma crise de ansiedade ela pode se controlar melhor, aprendendo que a situação é passageira, por exemplo. Mas o modo de aprender a lidar com isso varia de pessoa para pessoa, é bom lembrar”, explica. “Não é preciso calar as emoções para aprender a lidar com elas. O medo é algo natural, precisamos aprender a identificá-lo e diminuir seu impacto no nosso dia a dia”, finaliza.</p>
<p><strong>por Enio Rodrigo</strong></p>
<p><em>Leia mais: <a href="http://www.oqueeutenho.com.br/21966/sem-saida-medo-de-espacos-fechados-e-uma-das-fobias-mais-prevalentes-principalmente-entre-as-mulheres.html">http://www.oqueeutenho.com.br/21966/sem-saida-medo-de-espacos-fechados-e-uma-das-fobias-mais-prevalentes-principalmente-entre-as-mulheres.html</a></em></p>
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			<media:title type="html">Claustrofobia (por Enio Rodrigo)</media:title>
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		<title>Desvio de septo leva à má qualidade da respiração e sono, mas pode ser rapidamente resolvido</title>
		<link>http://eniorodrigo.wordpress.com/2012/04/28/desvio-de-septo-leva-a-ma-qualidade-da-respiracao-e-sono-mas-pode-ser-rapidamente-resolvido/</link>
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		<pubDate>Sat, 28 Apr 2012 09:00:33 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[“O desvio de septo pode ocorrer por ter uma causa congênita – um dos pais ou outros membros próximos da família já tiveram – ou por traumas na face, não necessariamente causado por algo muito forte, mas o suficiente para causar uma cicatrização ruim e má localizada”, explica Olavo Mion, otorrinolaringologista do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. <a href="http://eniorodrigo.wordpress.com/2012/04/28/desvio-de-septo-leva-a-ma-qualidade-da-respiracao-e-sono-mas-pode-ser-rapidamente-resolvido/">Continue a leitura <span class="meta-nav">&#187;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=eniorodrigo.wordpress.com&#038;blog=2511036&#038;post=641&#038;subd=eniorodrigo&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h5>O nariz é dividido em duas partes e é formado por um conjunto ósseo e cartilaginoso. Alterações neste conjunto podem ocorrer e a má formação na parte cartilaginosa, o que leva à dificuldades para respirar unilateralmente, forma uma condição chamada de desvio de septo nasal.</h5>
<p>“O desvio de septo pode ocorrer por ter uma causa congênita – um dos pais ou outros membros próximos da família já tiveram – ou por traumas na face, não necessariamente causado por algo muito forte, mas o suficiente para causar uma cicatrização ruim e má localizada”, explica Olavo Mion, otorrinolaringologista do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.</p>
<p>“Com isso há a obstrução de um dos lados – às vezes ambos – da narina e consequente piora na captação do ar pelo nariz”, completa o especialista que lembra ainda que certos tipos da chamada sinusite de repetição também podem causar o problema. “Quando há a sinusite de repetição e consequente acúmulo de muco pode ocorrer algum tipo de infecção levando a uma alteração na cartilagem também”, diz.</p>
<p>Essa “falha” na narina traz um certo incômodo a quem tem desvio de septo, principalmente durante exercícios físicos – onde a respiração é mais requisitada – e problemas no sono. “Como há uma entrada dificultada do ar esse indivíduo vai ter maior incidência de ronco, que como já se sabe, piora a qualidade do sono. Com isso, o indivíduo pode se sentir mais cansado durante o restante do dia”, explica Mion.</p>
<p><strong>Cirurgia de correção é simples e praticamente indolor</strong></p>
<p>O desvio de septo, algumas vezes, pode acabar se resolvendo naturalmente. Mas isso é mais comum em crianças, que estão em fase de formação. Se o problema persistir após os oito anos de idade, deve-se optar pela cirurgia para correção do problema.</p>
<p>“Recomenda-se fazer a cirurgia a partir dessa idade – oito anos – pois os ossos da face já estão mais consolidados”, explica o otorrinolaringologista. E, caso a ideia de cirurgia assuste algumas pessoas, Mion tranquiliza: “esse tipo de cirurgia é simples e feita ao nivel ambulatorial, sem um pós-operatório muito complexo e praticamente sem dor alguma”, afirma o especialista.</p>
<p><strong>por Enio Rodrigo</strong></p>
<p><em>Leia mais: <a href="http://www.oqueeutenho.com.br/22068/desvio-de-septo-leva-a-ma-qualidade-da-respiracao-e-sono-mas-pode-ser-rapidamente-resolvido.html#ixzz1tBA1REtS">http://www.oqueeutenho.com.br/22068/desvio-de-septo-leva-a-ma-qualidade-da-respiracao-e-sono-mas-pode-ser-rapidamente-resolvido.html</a></em></p>
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			<media:title type="html">Desvio de septo (por Enio Rodrigo)</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>Você sabe o que é “FOMO”, o medo de estar perdendo algo?</title>
		<link>http://eniorodrigo.wordpress.com/2012/04/27/voce-sabe-o-que-e-fomo-o-medo-de-estar-perdendo-algo/</link>
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		<pubDate>Fri, 27 Apr 2012 09:00:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>eniorodrigo</dc:creator>
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		<category><![CDATA[fomo]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo Científico]]></category>
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		<category><![CDATA[neurociências]]></category>
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		<description><![CDATA[O nome para esse sentimento é “Fomo”, a sigla em inglês para fear of missing out, ou “medo de estar perdendo algo”. Apesar de não ser considerado um transtorno mental, o sentimento de fomo pode desencadear diversos problemas. Além de aumentar o risco de episódios de ansiedade – e, consequentemente, de depressão –, o Fomo pode levar à sensação de exclusão social, maior susceptibilidade à pressão social e consequente comportamento de risco e mesmo ter relação com o risco de vício em internet. <a href="http://eniorodrigo.wordpress.com/2012/04/27/voce-sabe-o-que-e-fomo-o-medo-de-estar-perdendo-algo/">Continue a leitura <span class="meta-nav">&#187;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=eniorodrigo.wordpress.com&#038;blog=2511036&#038;post=638&#038;subd=eniorodrigo&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h5>O mundo das crianças gira ao redor delas. Não existe nada que não esteja ao alcance dos olhos e quando elas dormem, o mundo dorme junto. Mas aí os indivíduos crescem e descobrem que não é isso que acontece. As horas passam para todo mundo, e enquanto você lê este texto as pessoas ao seu redor fazem outras coisas muito mais significativas para elas. Você fez a escolha certa ou está perdendo seu tempo?</h5>
<p>Esse sentimento de questionamento sobre as próprias escolhas, e a ansiedade gerada por saber que outras pessoas estão fazendo coisas diferentes das que você escolheu, sempre existiu. Mas se antes esse “relógio” imaginário não tinha ponteiros, agora as mídias sociais e as tecnologias de comunicação (como celulares, computadores e as mensagens de texto tilintando nos mais variados gadgets) mostram, em tempo real, que horas são. E a ansiedade aumenta.</p>
<p>O nome para esse sentimento é “Fomo”, a sigla em inglês para fear of missing out, ou “medo de estar perdendo algo”. Apesar de não ser considerado um transtorno mental, o sentimento de fomo pode desencadear diversos problemas. Além de aumentar o risco de episódios de ansiedade – e, consequentemente, de depressão –, o Fomo pode levar à sensação de exclusão social, maior susceptibilidade à pressão social e consequente comportamento de risco e mesmo ter relação com o risco de vício em internet.</p>
<p>“O ser humano é um ser sociável. O medo de perder uma oportunidade, de não estar contextualizado com um círculo social, de não ser amado pelos amigos e ser excluído ou de ter feito escolhas erradas é algo natural. Mas a tecnologia aumentou a velocidade com que as informações chegam às pessoas e as mídias sociais expuseram os hábitos e preferências dos indivíduos a todo mundo”, explica Lilian Lerner Castro, psicóloga do Ambulatório de Ansiedade da Infância e Adolescência do Instituto de Psiquiatria (IPq), do Hospital das Clínicas – FMUSP.</p>
<p><strong>Redes sociais são o principal causador do fomo</strong></p>
<p>Para Lerner, o quadro de Fomo é mais observado em pacientes adolescentes e jovens adultos – idade do início da socialização – e para os quais os smartphones, tablets e computadores portáteis estão sempre presentes na vida cotidiana. Para esse público, estar atento a atualizações das informações, especialmente nas redes sociais, é algo importante.</p>
<p>Além disso, ver possíveis desejos serem realizados pelos outros – uma mudança de casa, cidade ou mesmo de vida, como casar ou ter um filho – também traz alguma angústia e questionamentos, pois a comparação com as próprias escolhas ou momentos de vida é inevitável.</p>
<p>“O que pode acontecer é que nas redes sociais os indivíduos começam a comparar sua vida com a de outras pessoas. É quase uma competição para ver quem fez mais coisas, postou mais fotos, tem mais amigos ou maior aceitação dos comentários”, aponta.</p>
<p>E o sentimento de exclusão também se torna mais aparente. Em pouco tempo se descobre quando uma pessoa foi ou não convidada para um evento social, por exemplo.</p>
<p>Isso porque, nas redes sociais, diversos círculos de amizade convivem em um mesmo grau hierárquico. Adicionam-se ao perfil no Facebook ou Orkut, por exemplo, tanto pessoas que podem ser amigas de longa data quanto aquelas cuja convivência é mais recente ou superficial. E todas têm, praticamente, acesso ao mesmo nível de informação pessoal sobre um determinado indivíduo.</p>
<p>Ser deixado de lado pode fomentar questionamentos internos profundos. Lidar com a rejeição é algo que nem todos conseguem fazer sozinhos. Esses sentimentos negativos também são parte do Fomo.</p>
<p>“A vida social pode acabar se tornando uma equação matemática. Os números se tornam mais importantes do que a qualidade dos sentimentos envolvidos com as escolhas feitas. A parte perceptiva sobre esses eventos é deixada de lado. Ir a um determinado encontro ou lugar acaba virando obrigação. O prazer pessoal pode acabar ficando em segundo plano. E mesmo de mau humor ou cansado, um indivíduo não ir a um determinado evento pode gerar sentimentos de Fomo, ou seja, no final, não há ganho de nenhuma forma”, diz Lerner.</p>
<p><strong>O indivíduo e a coletividade</strong></p>
<p>Por isso, diz a especialista, a melhor forma de lidar com o Fomo é aprender a questionar o que é oferecido como opção na convivência social. “Parar para pensar se as opções postas pelo seu círculo social virtual é o que realmente se quer fazer, se há prazer real em se fazer aquilo, se aquela escolha é algo que você realmente quer ou se é possível ser feliz sem nada do que foi exposto ali nas mídias sociais são as principais questões a se pensar inicialmente”.</p>
<p>Além disso, saber quando é hora de deixar os aparatos tecnológicos de lado e curtir o momento que se está vivendo. “Não conseguir deixar de lado um smartphone ou de olhar as atualizações nas mídias sociais pode ser indicativo de outro problema se desenvolvendo em paralelo, a adição ou vício em internet”, explica Lerner.</p>
<p>“Talvez seja preciso pensar em ter um tempo para si longe de tudo isso. O sentimento de Fomo é algo ligado às mídias sociais, então, talvez procurar ‘mídias individuais’ seja a solução”, brinca Lilian Lerner Castro. “Ter hobbies e atividades que façam sentido e tragam prazer apenas para si próprio, um momento individual que não precise ser compartilhado com mais ninguém, provavelmente é um bom contraponto que suavize o sentimento de Fomo”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>por Enio Rodrigo</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Leia mais: <a href="http://www.oqueeutenho.com.br/15586/voce-sabe-o-que-e-%e2%80%9cfomo%e2%80%9d-o-medo-de-estar-perdendo-algo.html#ixzz1tB7kQ7nD">http://www.oqueeutenho.com.br/15586/voce-sabe-o-que-e-%e2%80%9cfomo%e2%80%9d-o-medo-de-estar-perdendo-algo.html</a></em></p>
<br />Filed under: <a href='http://eniorodrigo.wordpress.com/category/5584/jornalismo-em-saude/'>Jornalismo em Saúde</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/eniorodrigo.wordpress.com/638/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/eniorodrigo.wordpress.com/638/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/eniorodrigo.wordpress.com/638/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/eniorodrigo.wordpress.com/638/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/eniorodrigo.wordpress.com/638/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/eniorodrigo.wordpress.com/638/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/eniorodrigo.wordpress.com/638/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/eniorodrigo.wordpress.com/638/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/eniorodrigo.wordpress.com/638/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/eniorodrigo.wordpress.com/638/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/eniorodrigo.wordpress.com/638/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/eniorodrigo.wordpress.com/638/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/eniorodrigo.wordpress.com/638/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/eniorodrigo.wordpress.com/638/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=eniorodrigo.wordpress.com&#038;blog=2511036&#038;post=638&#038;subd=eniorodrigo&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Fomo, o medo de estar perdendo algo (por Enio Rodrigo)</media:title>
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		<title>Os caminhos da pesquisa: inovação entre as diferentes realidades dos Brics</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Apr 2012 09:37:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>eniorodrigo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Jornalismo Científico]]></category>
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		<description><![CDATA[Os países dos BRICS são muito diferentes uns dos outros mas com similaridades na sua história econômica recente. Mas como esse investimento em seus parques industriais se traduzirá em inovação é uma questão em aberto. “País baleia” é um termo que até pouco tempo atrás definia nações de grandes proporções territoriais, com uma população crescente &#8230; <a href="http://eniorodrigo.wordpress.com/2012/04/18/os-caminhos-da-pesquisa-inovacao-entre-as-diferentes-realidades-dos-brics/">Continue a leitura <span class="meta-nav">&#187;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=eniorodrigo.wordpress.com&#038;blog=2511036&#038;post=625&#038;subd=eniorodrigo&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Os países dos BRICS são muito diferentes uns dos outros mas com similaridades na sua história econômica recente. Mas como esse investimento em seus parques industriais se traduzirá em inovação é uma questão em aberto.</strong></p>
<p>“País baleia” é um termo que até pouco tempo atrás definia nações de grandes proporções territoriais, com uma população crescente e com potencial de desenvolvimento de consumo interno. Reunidos sob o acrônimo de BRIC o conjunto de Brasil, Rússia, Índia e China se diferenciava de outros grupos – criados por economistas para compará-los entre si e com outros grupos de países – e dos entitulados NICS (<em>Newly Industrialized Countrys</em>, ou Países Recentemente Industrializados). Era para esses países em desenvolvimento – o antigo Terceiro Mundo – que parte dos meios de produção dos EUA e Europa estavam migrando em busca de competitividade (leia-se custos menores) a partir do final da década de 1970.</p>
<p><a href="http://www.univesp.ensinosuperior.sp.gov.br/preunivesp/3215/os-caminhos-da-pesquisa.html"><strong>&gt;&gt; Leia a matéria editada em Revista Pré-Univesp <img class="alignleft size-medium wp-image-632" title="Brics: Inovação entre diferentes realidades - por Enio Rodrigo" src="https://eniorodrigo.files.wordpress.com/2012/04/picture-1.png?w=300&h=176" alt="Brics: Inovação entre diferentes realidades - por Enio Rodrigo" width="300" height="176" />&lt;&lt;</strong></a></p>
<p>Os impactos diminutos da crise econômica de 2008 nesses países do BRIC mostrou que eles tinham força e o conjunto resolveu que a África do Sul (o “S” que faltava) também eram um primo do grupo. Os BRICS então, aos poucos, começaram a deixar o campo da teoria econômica e começaram a se organizar para agir em prol de objetivos em comum. Entre esses objetivos está não somente ser uma terceira força econômica, mas também um novo grupo de produção do conhecimento e inovação.</p>
<p>“As inovações em um processo, produto ou uma invenção geram patentes – registros documentais – que garantem a quem as detenham um monopólio sobre a sua comercialização. Esse tipo de comercialização gera lucros diretos – através da produção e venda – ou através do pagamento do royalties por empresas que as utilizem. A grande maioria das patentes registradas todo ano vêm dos EUA e de países da Europa. Esses países, portanto, concentram o maior número de empresas, instituições e indivídos inovadores. E mesmo passando por uma crise econômica – o que é passageiro, normalmente – eles ainda detêm um poder que está longe de ser ameaçado”, explica Ana Saggioro Garcia, pesquisadora do<a href="http://bricspolicycenter.org"><strong> Centro de Estudos e Pesquisas sobre os BRICS da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro</strong></a> (PUC/RJ). O aumento de inovações entre os BRICS vêm aumentando, explica a pesquisadora, mas caminha a passos lentos e alguns países do grupo ainda são mais lentros que os outros.</p>
<p><a href="http://eniorodrigo.wordpress.com/2012/04/18/os-caminhos-da-pesquisa-inovacao-entre-as-diferentes-realidades-dos-brics/1_fluxo_2/" rel="attachment wp-att-627"><img class="alignnone size-full wp-image-627" title="Brics: Inovação entre diferentes realidades - por Enio Rodrigo" src="https://eniorodrigo.files.wordpress.com/2012/04/1_fluxo_2.jpg?w=750" alt="Brics: Inovação entre diferentes realidades - por Enio Rodrigo"   /></a></p>
<p><strong>A ascenção da economia da periferia</strong></p>
<p>A História é dinâmica e a Economia idem. Até duas ou três décadas atrás os países eram classificados em Primeiro Mundo (os países desenvolvidos), o Segundo Mundo (as potências socialistas que sumiriam nos anos seguintes) e o Terceiro Mundo (países subdesenvolvidos ou Economias Periféricas). As divisões dizem tudo: quem vendia os produtos de alto valor agregado (eletrônicos por exemplo) eram os desenvolvidos, quem vendia commodities de baixo valor agregado (como minérios e produtos agrícolas) eram os subdesenvolvidos. Os primeiros exportavam mais que importavam, e os segundos o inverso.</p>
<p><a href="http://eniorodrigo.wordpress.com/2012/04/18/os-caminhos-da-pesquisa-inovacao-entre-as-diferentes-realidades-dos-brics/2_grafico_eco_1_1950/" rel="attachment wp-att-629"><img class="alignright  wp-image-629" title="Brics: Inovação entre diferentes realidades" src="https://eniorodrigo.files.wordpress.com/2012/04/2_grafico_eco_1_1950.jpg?w=319&h=457" alt="Brics: Inovação entre diferentes realidades" width="319" height="457" /></a>No final da década de 1970 a competição entre as empresas nos países chamados desenvolvidos se tornou insuportável e para se tornarem mais competitiva as empresas se valeram de estratégias cruelmente simples: deixar de produzir em países onde a massa trabalhadora tinha muitos direitos adquiridos e se mudar para novos locais onde a mão de obra era ampla e barata. Isso queria dizer deixar a Europa e os EUA e ir para os países subdesenvolvidos onde o governo investiria em toda a infraestrutura necessária para atrair essas empresas e em troca haveria um maior nível de oferta de emprego para a população.</p>
<p>“Essa mudança das empresas levou a um desenvolvimento econômico dessas regiões. Em especial para as regiões dos chamados Tigres Asiáticos”, aponta Ana. “A partir desse movimento das indústrias e de uma melhora nas condições econômicas há também um certo deslocamento na produção do conhecimento. É preciso formar mão de obra especializada e isso dá uma nova dinâmica aos centros de produção de conhecimento desses países, que são as universidades”, afirma. A excessão a esse processo é a Rússia, que graças aos antigos investimentos da ex-União Soviética tinha uma capacidade produtiva instalada, assim como universidades de ponta já consolidadas. O problema da Rússia era estar na contramão, indo de grande potência para país com baixo nível de inovação.</p>
<p>“Paralelo aos novos postos de trabalho e à uma maior movimentação nas universidades, esses países também observam um outro movimento se formando: o chamado ‘brain drain’ ou ‘fuga de cérebros’”, observa Rafael Grilli, pesquisador do <a href="http://www.observatoriousp.pro.br/contato/"><strong>Observatório da Inovação e Competitividade do Instituto de Estudos Avançados (IEA) da Univesidade de São Paulo (USP</strong></a>). Esse processo se dá quando pesquisadores de ponta e alunos proeminentes recebem ofertas de melhores condições de trabalhos – em pesquisa e desenvolvimento – em países com uma situação econômica mais estável.</p>
<p>“A ‘fuga de cérebros’ foi especialmente acentuada na Índia e na China, por exemplo. No Brasil ela foi pouco impactante e na Rússia também os números não foram tão acentuados”, afirma Grilli. Em um primeiro momento o “<em>brain drain</em>” foi ruim para essas economias, mais vale lembrar que são justamente os dois países que mais sofreram com ela que atualmente têm os maiores índices de aumento de inovação. E o motivo disso foi o retorno desses pesquisadores, especialmente quando a crise nos países mais ricos começou a se formar.</p>
<p><a href="http://eniorodrigo.wordpress.com/2012/04/18/os-caminhos-da-pesquisa-inovacao-entre-as-diferentes-realidades-dos-brics/3_gastos-pib/" rel="attachment wp-att-630"><img class="alignright size-full wp-image-630" title="Brics: Inovação entre diferentes realidades" src="https://eniorodrigo.files.wordpress.com/2012/04/3_gastos-pib.jpg?w=750" alt="Brics: Inovação entre diferentes realidades"   /></a><strong>A volta dos cérebros e seus networkings</strong></p>
<p>“Com o retorno dessa mão de obra altamente qualificada, especialmente na área de computação, a Índia passa a ter diversas ‘startups’ – empresas novas com grande potencial de crescimento – por exemplo e isso é indicativo de potencial de inovação também. Além do conhecimento adquirido e que vai ser adaptado, ou seja, gera novos processos, esses ‘cérebros’ trazem consigo novas formas de gerenciar os processos inovativos. Esses profissionais altamente qualificados trazem consigo uma outra coisa muito valioza: o networking adquirido nos EUA e Europa. Seus contatos nesses outros países podem tanto gerar novos negócios quanto trazer investimento para suas empresas ou suas intituições de ensino”, explica Grilli.</p>
<p>Com todo esse movimento o ambiente de inovação na Índia e na China acaba sendo mais intenso. As empresas multinacionais instaladas lá também se aproveitam dessa mão de obra especializada e se sentem mais propelidas a investirem em escritórios de inovações. “Mas é interessante observar que mesmo com essa inovação sendo gerada dentro desse países, muitas dessas patentes são requeridas por empresas multinacionais. Por um lado o país é inovativo, por outro as matrizes também ganham. A inovação gerada não necessariamente gera divisas para o país onde a empresa está instalada. Por isso a importância do investimento de empresas de capital nacional”, observa Ana.</p>
<p>“Quando falamos de inovação é importante observar também que isso é sinônimo de benefícios para a sociedade. São as chamadas externalidades”, explica Andre de Mello e Souza, pesquisador do Instituto de <a href="www.ipea.gov.br/">Pesquisa Econômica Aplicada</a> (IPEA). “A inovação gerada por uma empresa nacional é sinônimo de melhoria nos salários, mais postos de trabalho, maior investimento e os benefícios sociais que tudo isso gera”, diz.</p>
<p><a href="http://eniorodrigo.wordpress.com/2012/04/18/os-caminhos-da-pesquisa-inovacao-entre-as-diferentes-realidades-dos-brics/4_publicacoes/" rel="attachment wp-att-631"><img class="alignright size-full wp-image-631" title="Brics: Inovação entre diferentes realidades - por Enio Rodrigo" src="https://eniorodrigo.files.wordpress.com/2012/04/4_publicacoes.jpg?w=750" alt="Brics e Inovação entre diferentes realidades - por Enio Rodrigo"   /></a><strong>Quem investe na inovação?</strong></p>
<p>De acordo com Ana Saggioro Garcia o investimento em inovação varia entre os BRICS. Na China – assim como nos EUA e Europa – os maiores investidores do processo inovatório, e portanto o maior número de patentes, são as empresas. Na Índia e na Rússia o investimento estatal é maior, principalmente via gastos militares. E no Brasil e na África do Sul existe um equilíbrio. “Mas na China existe um impasse. A análise feita pela Unesco, e que serve de base para nossos estudos, não traz dados sobre quais são os investimentos feitos por empresas privadas e estatais”, salienta Ana.</p>
<p>Como há um grande investimento na educação superior e nos institutos de pesquisa ligadas a ela, é possível também que a intersecção com as empresas estatais seja maior. No Brasil isso seria chamado de parceria público/privada, um mecanismo que vem crescendo nos últimos anos. “Na parceria público/privada, projetos com potencial de mercado desenvolvido dentro de universidades devidamente patenteados buscam parceiros de mercado para produzir. No sentido inverso, empresas também podem formar parcerias com o governo, conseguindo crédito para Pesquisa e Desenvolvimento (P&amp;D) de produtos e usar os laboratórios de universidades”, detalha Grilli.</p>
<p>“Mas a velocidade desses processos no Brasil é bem menor que em outros países dos BRICS. Minha opinião pessoal é que o setor empresarial precisaria ser mais pró-ativo no investimento em inovação. Falta engajamento dos empresários que não sabem proporcionar e incentivar a inovação. Em muitas áreas só há investimento estatal em P&amp;D. Além disso as multinacionais nacionais são focadas em setores primários, como petróleo, mineração e agricultura”, diz Ana.</p>
<p>Opinião similar tem Mello e Souza. Para o pesquisador não se deve esperar que apenas as universidades resolvam os problemas de P&amp;D ou Inovação. “A USP e a Unicamp são as instituições que mais patenteiam no Brasil. Por um lado falta incentivo para o empresário. Mas por outro falta uma cultura de inovação. Claro que a inovação traz riscos, mas também traz grandes benefícios para a empresa”, afirma.</p>
<p>“O governo brasileiro tem trabalhado bastante para aumentar o investimento em P&amp;D e fomentar a inovação através de investimentos via agências como a Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES), o Conselho Nacional de Pesquisa (CNPq), além de políticas estaduiais como as que vemos em São Paulo. Além disso o plano <a href="http://www.cienciasemfronteiras.gov.br/web/csf/o-programa"><strong>‘Ciência Sem Fronteiras’</strong></a> é uma iniciativa para dar experiência internacional para os pesquisadores brasileiros e fomentar a inovação e a internacionalização da ciência. Esse último é importante pois quando há uma base científica forte as empresas – especialmente as estrangeiras – acabam enxergando issso como um bom local para instalar plantas de P&amp;D”, finaliza Grilli.</p>
<p><em><strong>por Enio Rodrigo</strong></em></p>
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		<title>Poluição das águas: como inverter a situação</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Mar 2012 16:08:12 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>

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		<description><![CDATA[por Enio Rodrigo - “A qualidade da água dos rios é o reflexo da sociedade que mora no seu entorno. Uma sociedade degradada se reflete em um rio doente”, diz César Pegoraro <a href="http://eniorodrigo.wordpress.com/2012/03/22/poluicao-das-aguas-como-inverter-a-situacao/">Continue a leitura <span class="meta-nav">&#187;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=eniorodrigo.wordpress.com&#038;blog=2511036&#038;post=618&#038;subd=eniorodrigo&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Quando falamos de acesso à água, a primeira imagem que nos vem à cabeça é a de uma torneira, como nas propagandas, jorrando água cristalina, por onde o líquido e seus benefícios chegam aos lares brasileiros. Ocorre que as pessoas não se atentam para o fato de que, junto com o benefício de receber água, vem também a necessidade de coleta dos resíduos que vão com ela – os efluentes domésticos. Ainda, muitas pessoas acham que o seu tratamento – ou seja, a destinação responsável dessa água que chegou pela torneira – é uma terceira coisa.</strong></p>
<p>“Mas o ciclo da água é um só e é curto: a água que se bebe (mesmo a tratada) vem dos rios, que recebem o esgoto – às vezes tratado antes de descartado, porém na maioria das vezes não”, explica César Pegoraro, biólogo e membro da Rede Paulista de Educação Ambiental (Repea).</p>
<p>Os dados de acesso à água no Brasil são animadores. De acordo com a Pesquisa Nacional de Saneamento Básico (PNSB), feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) entre os anos de 2000 e 2008, o abastecimento de água chegou a 99,4% dos municípios do país. E, naqueles com rede de esgoto, houve um aumento de 58% para 79,9%, no mesmo período da ampliação ou melhoria no sistema. Além disso, em 2008, 68,8% do esgoto coletado era tratado – percentual bastante superior ao de 2000, de 35,3%.<br />
<a href="http://eniorodrigo.wordpress.com/2012/03/22/poluicao-das-aguas-como-inverter-a-situacao/picture-1-11/" rel="attachment wp-att-620"><img class=" wp-image-620 alignleft" title="Poluição das Águas (por Enio Rodrigo / Pré Univesp)" src="https://eniorodrigo.files.wordpress.com/2012/03/picture-12.png?w=254&h=182" alt="Recuros hídricos e poluição (por Enio Rodrigo / Pré Univesp)" width="254" height="182" /></a><strong><a href="http://www.univesp.ensinosuperior.sp.gov.br/preunivesp/1345/polui-o-das-guas-como-inverter-a-situa-o.html">&gt;&gt; Continue lendo no site da revista Pré-Univesp</a></strong><br />
Apesar das consideráveis melhorias observadas no tratamento do esgoto, outros números e certos “poréns” precisam ser analisados com cuidado. Menos de um terço dos municípios brasileiros (28,5%) faz esse tipo de tratamento, e há discrepâncias regionais no percentual de esgoto tratado. Basta observar a diferença entre os Estados de São Paulo (78,4% dos municípios) e do Maranhão (1,4%).</p>
<p>Segundo Pegoraro, há ainda outro agravante que poucas pessoas notam: em suas contas mensais, a cobrança é feita pelo recebimento da água e pela coleta do esgoto, não pelo seu tratamento. “As pessoas pagam pelo ‘afastamento’ do seu esgoto, não pelo seu tratamento adequado. É uma comodidade, claro, contudo esconde o problema real, de que a água suja precisa de um destino adequado. Poucas pessoas sabem que o seu esgoto cai em um rio próximo, e a grande maioria das empresas ou concessionárias não dão essa informação para os consumidores”, diz.<br />
<strong><br />
Falta de planejamento</strong></p>
<p>No cerne desse problema está a histórica falta de planejamento urbano no Brasil. Paralelamente, como o tratamento adequado dos efluentes domésticos depende de um investimento inicial gigantesco, os prazos para cumprir as leis de adequação ambiental sofrem com a “dilatação” de tempo, problema que pode ser resolvido se a sociedade cobrar adequadamente seus representantes, como no caso do projeto de adequação de tratamento de efluentes, iniciado em 2009, no município de Guarulhos (Grande São Paulo). A companhia responsável pelo projeto pediu a extensão do prazo de entrega em quase três décadas mas, com a intervenção da sociedade, através do Ministério Público, o novo prazo de entrega de 80% das obras ficou para os próximos oito anos. Entretanto, não é sempre isso o que acontece.</p>
<p>O tratamento do esgoto, de acordo com Pegoraro, envolve um grande custo monetário e muitas vezes atrapalha a população, pois são obras grandes de readequação da estrutura já implantada. “Mas é a falta de planejamento que faz com que esses erros se ampliem dessa forma”, afirma o biólogo. Enquanto isso, o esgoto não tratado é oficialmente jogado nos rios.</p>
<p><strong>Progresso versus natureza: uma questão histórica</strong></p>
<p>O problema da poluição dos rios e cursos d’água no Brasil não difere muito, historicamente, dos enfrentados por outras cidades que passaram pelo processo de industrialização. No final do século XIX, o Tâmisa, rio que corta Londres (Inglaterra), também passava pelos mesmos problemas. Na Coreia do Sul, foi o Rio Han. No Brasil, o símbolo do triunfo do progresso industrial sobre a natureza foi o Rio Tietê. Pegoraro explica que, com a industrialização, houve um êxodo da população do campo para o espaço urbano. Foram essas duas frentes, junto com a falta de planejamento no longo prazo, que sobrecarregaram as estruturas das cidades.</p>
<p>As indústrias não eram obrigadas a tratar seus dejetos e podiam despejar os produtos químicos diretamente nos rios. O mesmo acontecia com os bairros novos, com escoamentos de esgoto precários, que foram modernizados a passos lentos pelo Poder Público. “Na época, pensava-se que a indústria trazia muito dinheiro e empregos, mas os rios nem tanto. Então a água servia para escoar dejeto químico”, esclarece o especialista.</p>
<p><strong>O rio que morreu</strong></p>
<p>A degradação do rio Tietê e de outros cursos d’água na capital paulista agravou-se quando, nas décadas de 1920 e 1930, o prefeito Prestes Maia planejou cortar São Paulo com avenidas que deveriam, principalmente, margear ou se sobrepor aos rios e córregos da cidade. Além do lixo, a poluição dos carros – fuligem restante da queima de combustível, pneus e freios – também era escoada para esses rios. Com a morte do Tietê, na década de 1960 (quando os níveis de oxigênio no rio já não proporcionavam que peixes sobrevivessem lá), apagou-se parte da história da cidade e de seus habitantes.</p>
<p>“O que antes era um local onde as pessoas se banhavam, praticavam esportes aquáticos, iam com a família passear, ou mesmo trabalhavam e se alimentavam (os peixes pescados no Tietê faziam parte do cardápio do paulistano), foi se tornando um lugar detestável, repugnante, fonte de doenças e de malcheiro. As pessoas, então, viraram as costas para o Tietê. Não é incomum encontrar pessoas, mesmo hoje em dia, defendendo a canalização desse rio, para que sejam construídas mais pistas para os carros”, lembra Pegoraro.</p>
<p>Hábitos culturais e religiosos também foram perdidos, como é o caso das festas de Nossa Senhora dos Navegantes e das Procissões da Água, que acabaram migrando para as cidades do interior paulista, onde os rios são um pouco menos poluídos.</p>
<p><strong>Outros vilões</strong></p>
<p>Se na década de 1980 o impacto na qualidade da água dos rios vinha das indústrias, a partir de 1990 houve uma mudança. A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) mapeou as indústrias, catalogou os dejetos químicos lançados nos rios e, a partir desse estudo, as empresas foram forçadas a se readequarem, tratando os próprios dejetos. Algumas dessas indústrias optaram até mesmo por se transferirem para outras cidades, construindo fábricas do zero, já com as adequações necessárias. Dessa forma, diminuiu-se a poluição, ao menos a oriunda da produção industrial.</p>
<p>Atualmente, as médias e grandes empresas não são mais o principal problema da poluição das águas dos rios. “O complicado está nas pequenas empresas – especialmente as informais –, que muitas vezes produzem substâncias químicas ou trabalham com metais pesados, e que não adequam seus efluentes. Os dejetos são muitas vezes jogados na rede doméstica. Afinal, tais empresas nascem nas casas dos próprios empresários”, relata Pegoraro.</p>
<p>Marcelo Morgado, assessor especial de Meio Ambiente da Sabesp, aponta que cerca de 35% da poluição do rio Tietê, no trecho metropolitano, advém do lançamento clandestino de cargas poluentes e do lixo de pequenas indústrias, oficinas mecânicas, tinturarias, postos de serviços etc.</p>
<p>“Há inúmeras atividades que, realizadas milhares de vezes na metrópole, trazem poluição. Um exemplo é a lavagem de apetrechos de pintura sujos de tintas à base de água (rolos, pincéis, bandejas) e o despejo em bueiros e bocas de lobo. Além disso, a poeira do desgaste do asfalto e pneus e poluentes atmosféricos do tráfego de milhões de veículos chegam aos rios pelas galerias pluviais”, completa Morgado.</p>
<p>A concentração urbana representa também uma quantidade maior de efluentes domésticos. Imagine a quantidade de detergente, sabão, produtos químicos e até mesmo remédios – expelidos pela urina das pessoas – que é despejada todo dia no esgoto de uma cidade como São Paulo. “Uma empresa grande poderia poluir tanto quanto um condomínio de prédios. A diferença é que essas indústrias, por lei, precisam estar adequadas. Os prédios e casas não”, afirma Pegoraro.</p>
<p><strong>Tem solução?</strong></p>
<p>Como vimos no início desse texto, vários fatores complexos estão envolvidos na manutenção da qualidade da água. Exemplos de sucesso na recuperação de rios, no entanto, existem, como é o caso dos rios Tâmisa e Han. O processo de despoluição do rio Han, que fica em Seul (cidade com aproximadamente sete milhões de habitantes), começou em 1999 e já está quase no final. Na Grande Londres, no entanto, cuja população bate à casa dos oito milhões, a revitalização durou cerca de 100 anos. Já o projeto de despoluição do rio Tietê, na Grande São Paulo (que tem 20 milhões de habitantes), ainda não chegou à segunda década.</p>
<p>A grande referência para o projeto de despoluição do Tietê é o Tâmisa, guardadas as diferenças entre os dois rios. O inglês tem uma vazão maior, por exemplo, e é um delta que deságua no mar (o que facilita o escoamento mais rápido das partículas orgânicas). “O rio Tietê tem a vazão baixa no trecho metropolitano, dificultando a depuração natural do esgoto doméstico, efluentes industriais e da poluição difusa (sujeira que chega aos rios vinda das ruas)”, explica Marcelo Morgado. A poluição difusa, aliás, é um componente bem mais grave no caso do Tietê, pois deficiências de educação ambiental e sanitária da população significam muito mais lixo e entulho nos córregos e na calha principal.</p>
<p>Mesmo assim, o Projeto Tietê avança. Iniciado em 1992, conseguiu chegar à terceira das quatro fases propostas. A coleta do esgoto na região que circunda o rio – e que envolve diversos municípios – aumentou de 70% para 84% (com previsão de chegar aos 87% em 2015). O tratamento desse esgoto coletado também deu um grande salto: na década de 1990, apenas 24% do esgoto da Grande São Paulo era tratado, número este que chega aos 70% hoje em dia, com a promessa de mais um salto até o final da terceira fase (84%).</p>
<p><strong>Valorização e valoração</strong></p>
<p>Além da revalorização da água e da importância dos rios, a revitalização desses cursos d’água também pode aproximar a população de novas oportunidades de lazer e contemplação. Em Londres, até mesmo o transporte público lucrou com isso, uma vez que as balsas que agora atravessam a cidade ampliam as opções para a locomoção dos cidadãos.</p>
<p>Outra vantagem da água limpa reflete-se na saúde da população. Estudo feito pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) mostrou que, para cada dólar gasto em saneamento básico (incluindo tratamento do esgoto), economiza-se até US$ 5 dólares no atendimento de problemas de saúde da população.</p>
<p>“A qualidade da água dos rios é o reflexo da sociedade que mora no seu entorno. Uma sociedade degradada se reflete em um rio doente. Por isso é importante reverter tudo isso, para termos melhores condições de vida como um todo”, finaliza Pegoraro.</p>
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			<media:title type="html">Poluição das Águas (por Enio Rodrigo / Pré Univesp)</media:title>
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		<title>Plantando florestas para serem cortadas</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Mar 2012 14:07:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>eniorodrigo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Jornalismo Científico]]></category>
		<category><![CDATA[enio rodrigo]]></category>
		<category><![CDATA[Eucalipto]]></category>
		<category><![CDATA[Florestas de corte]]></category>
		<category><![CDATA[Silvicultura]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Importadas da Austrália para sevir de energia para as locomotivas à vapor no início do século XX, as florestas de eucalipto se tornaram uma das monoculturas mais produtivas no Brasil. E apesar de aliviar o desmate das florestas nativas, a chamada silvicultura ainda traz à tona diversas discussões sobre impacto ambiental. Foi nos idos de &#8230; <a href="http://eniorodrigo.wordpress.com/2012/03/16/plantando-florestas-para-serem-cortadas/">Continue a leitura <span class="meta-nav">&#187;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=eniorodrigo.wordpress.com&#038;blog=2511036&#038;post=602&#038;subd=eniorodrigo&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Importadas da Austrália para sevir de energia para as locomotivas à vapor no início do século XX, as florestas de eucalipto se tornaram uma das monoculturas mais produtivas no Brasil. E apesar de aliviar o desmate das florestas nativas, a chamada silvicultura ainda traz à tona diversas discussões sobre impacto ambiental.</strong> </em></p>
<p>Foi nos idos de 1904 que o engenheiro agrônomo Edmundo Navarro de Andrade trouxe para o Brasil as primeiras mudas de algumas espécies de eucalipto para serem plantadas pela Companhia Paulista de Estradas de Ferro do Estado de São Paulo. Com uma crescente necessidade de madeira para ser queimadas nas entranhas das locomotivas à vapor, Navarro previu que as florestas nativas não dariam conta de fornecer todo a biomassa necessária para o intuito. Isso porque além das locomotivas as estradas de ferro precisavam de uma grande quantidade de dormentes para os trilhos, postes de energia elétrica que acompanhariam a expanção das ferrovias e mesmo para as construções que estavam sendo feitas.</p>
<p><a title="Plantar para cortar: a história das florestas de eucalipto no Brasil" href="http://www.univesp.ensinosuperior.sp.gov.br/preunivesp/3081/plantar-para-cortar.html"><strong>&gt;&gt; Leia a reportagem editada no site da revista Pré-Univesp</strong><img class=" wp-image-604 alignleft" title="Plantando florestas para serem cortadas (por Enio Rodrigo)" src="https://eniorodrigo.files.wordpress.com/2012/03/picture-11.png?w=230&h=132" alt="Eucaliptos, pinus e florestas" width="230" height="132" /></a></p>
<p>As ideias de Navarro podem ter salvado a flora remanescente no Sul e Sudeste do país. Infelizmente naquela época boa parte desses biomas já tinham sido desmatados e serviam para a agricultura e pasto para as criações de bovinos. “O eucalipto foi escolhido entre diversas outras espécies. Como a árvore cresce quase 12 metros em apenas 6 meses ele impressionava e foi visto como a melhor opção”, aponta Tales Oliveira, Ecólogo e especialista em Conservação dos Recursos Hídricos da Rede de Educação Ambiental da Baixada Santista (REABS).</p>
<p>Navarro – que depois assumiu o cargo de Ministro da Agricultura durante o primeiro governo de Getúlio Vargas – foi o responsável também pela criação dos Hortos Florestais no Brasil. Neles o eucalipto – e suas mais de 800 variações – foram aclimatizados e melhorados.</p>
<p>A silvicultura poderia ter tido um declínio com a substituição das locomotivas à vapor pelas elétricas. Mas entre as décadas de 1950 e 1960 a construção de Brasília e a crescente industrialização do país aumentou a necessidade de suprir a necessidade crescente de madeira.</p>
<p>“Brasília consumiu muita madeira para a sua construção. O impacto no Cerrado e nas florestas do Sudeste foram enormes. Na região Sul as florestas de araucária – uma madeira bastante nobre, que não deveria ter um fim tão banal como a construção civil – se escassearam especialmente nessa época”, observa Émerson Antônio de Oliveira, coordenador de Ciência da Fundação Boticário, que atua na área de conservação e educação ambiental.</p>
<p>Por causa dessa escasses de madeira de forma repentina e acentuada as plantações de eucalipto cresciam ano a ano. Na década de 50 elas se tornavam um negócio cada vez mais rentável.</p>
<p><strong>Plantação de florestas</strong></p>
<p>Foi em 1948 que as primeiras plantações de pinus, com mudas e sementes vindas dos EUA, também chegaram ao Brasil para servir de matéria prima – junto com o eucalipto – para a produção de celulose e papel, além de óleos essenciais, muito comuns nos produtos de limpeza.</p>
<p>“As fibras do eucalipto, mais curtas, eram melhores para os papéis mais finos, como o sulfite, além de terem alto potencial energético, o que a faz uma ótima opção para se transformarem em carvão que é utilizado nas indústrias de transformação como as siderúrgicas. Já o pinus, que tem uma fibra mais longa, seria utilizado na fabricação do papelão e muito popular na indústria moveleira.”, explica José Leonardo de Morais Gonçalves, professor do Departamento de Ciências Florestais da Escola Superior de Agronomia Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (ESALQ/USP) em Piracicaba-SP.</p>
<p>As florestas plantadas dessas duas espécies de eucaliptos e pinus tinham ainda outra vantagem. O plantio organizado facilitava o corte feita por maquinários especiais. Além disso podiam ocupar áreas onde a agricultura tracional não chegava, como morros e encostas.</p>
<p>Ocupando extenções cada vez maiores o plantio de florestas preocupava também pela quantidade de consumo de água nos primeiros anos das plantações. Chegou-se a cunhar o termo “deserto verde” para se referir às monoculturas de árvores.</p>
<p>“O consumo de água por essas árvores não difere muito do consumo observado em outras espécies com a mesmo biomassa. Mas a curva de crescimento do eucalipto e do pinus é mais acentuada. O dano, entretanto, desse tipo de plantação é bem menor do que outras monoculturas – como a soja – ou a criação de animais – como a avicultura. Além disso o eucalipto e o pinus não necessitam de defensivos agrícolas e ficam plantados durante muito mais tempo – entre 7 a 20 anos – o que protege mais o solo”, explica Gonçalves.</p>
<p>Mas apesar de parecerem florestas densas, a silvicultura – como toda monocultura – vai limitar as espécies de animais que transitam nelas. As principal causa disso é que nenhuma dos dois tipos de árvores dão frutos e a cadeia alimentar se quebra. Além disso o eucalipto produz substância tóxicas em suas flolhas que inibe a proliferação de alguns tipos de fungos e insetos.</p>
<p>“Quando há uma plantio mais diversificado, como silvicultura junto com produtos agrícolas, ou então as reservas de florestas nativas bem conservadas, esse impacto ambiental diminui, mas não some por completo”, aponta Tales.</p>
<p>Outro impacto ambiental da silvicultura é sobre a própria flora nativa que, inicialmente, parecia estar sendo protegida pela iniciativa. As duas espécies populares, é bom lembrar, não são nativas. E historicamente sabe-se que isso pode dar em problemas no futuro.</p>
<p><strong>Cultivo de espécies exóticas ou invasoras</strong></p>
<p>“Quando Navarro optou por procurar mudas de árvores que cresciam rapidamente e que dariam boas opções para gerar energia para as locomotivas ele acabou optando por uma espécie estrangeira em detrimento de espécies nacionais”, explica Émerson Oliveira.</p>
<p>Essas espécies, portanto, são exóticas – ou invasoras – ao nosso ambiente. O pinus, por exemplo, tem uma semente que é transportada pelo vento. O que acontece é que essas árvores podem germinar em locais onde havia mata nativa. Com o melhoramento genético dessas plantas, elas vão crescer rapidamente, roubando nutrientes e o espaço de plantas locais.</p>
<p>Nesses casos Tales explica que as árvores precisam ser localizadas e cortadas manualmente para que não haja uma invação maior. Mas como elas germinam em matas nativas é necessário uma notificação ao orgão competente como o Ibama, por exemplo.</p>
<p>“Há também a falta de sensibilização dos agentes públicos para observar e notificar essas plantas ‘estraviadas’. E com isso não há nem a notificação nem o cuidado para que elas sejam cortadas de forma adequada antes de tornarem a liberar sementes. Com o tempo essas espécies invasoras podem acabar modificando o frágil equilíbrio de algumas matas nativas que ainda não foram dizimadas”, completa Émerson Oliveira.</p>
<p><strong>Florestas em ritmo industrial</strong></p>
<p>A silvicultura, desde a sua introdução, cresceu em ritmo industrial. Por um lado isso se traduziu em um grande parque industrial bastante especializado. O Brasil é o sétimo país com mais florestas plantadas do planeta de acordo com Associação Brasileira de Produtores de Florestas Plantadas. Aqui as florestas têm as maiores taxas de crescimento e um dos menores custos para as fábricas.</p>
<p>Os grandes produtores de madeira plantada também tentam fortalecer a imagem de “sustentáveis”, buscando certificações e adequações às leis nacionais e internacionais. A grande maioria dos lápis vendidos na Alemanha, por exemplo, são fabricados com madeira brasileira e os europeus não são muito propensos a aceitar que produtos manuseados pelas suas crianças estejam fora da onda “verde” (justificável, aliás). O problema, ao que parece, é o crescimento dos pequenos e médios produtores, que não buscam mercados – internos e externos – tão preocupados com essas certificações.</p>
<p>“O ritmo industrial da silvicultura faz com que os produtores precisem de mais áreas. Para isso elas, muitas vezes, arrendam terras de produtores menores. É um ‘canto da sereia’ que dificilmente não sensibiliza esses pequenos produtores: o preço pago é bom, e isso leva essas famílias a deixarem de lado a produção tradicional de alimentos e muitas vezes migrarem para áreas urbanas”, diz Tales.</p>
<p>Junto com essas famílias os empregados também se vêm obrigados a se mudar da área rural por não terem competência técnica para se realocar em um processo mais industrial. Outro problema é que essas áreas arrendadas podem não respeitar todas as leis ambientais – e afinal não é uma área da empresa que as arrendou – ou então esses produtores “de aluguel” podem aproveitar as áreas de encostas (antes protegidas pelo simples fato da agricultura não conseguir chegar lá) para ganhar uma renda extra.</p>
<p>“É bom lembrar também que esses pequenos produtores não são aqueles que produzem ‘commodities’ como soja, cana, algodão, laranja, etc. São justamente os pequenos produtores que são responsáveis pelos alimentos do dia a dia, como frutas, legumes e outros itens que estão nas feiras ou nos supermercados de forma in natura. Isso leva a um problema regional, mas no longo prazo pode atingir níveis bem maiores”, completa Émerson Oliveira.</p>
<p>Com o Brasil atraindo cada vez mais investimentos – essa área em especial é vista como uma garantia de lucro – a silvicultura só tende a crescer. E não somente no Brasil. Países como o Uruguai e Argentina estão vendo o mesmo processo se instalar. A proximidade com a indústria brasileira para desaguar a madeira produzida é uma vantagem. Plantar florestas, no final das contas, cresce na mesma velocidade que o eucalipto.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em><strong>por Enio Rodrigo</strong></em></p>
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		<title>Cérebro de pessoas obesas têm traços de inflamação, aponta pesquisa brasileira</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Mar 2012 18:23:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>eniorodrigo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Jornalismo em Saúde]]></category>
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		<category><![CDATA[Jornalismo Científico]]></category>
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		<description><![CDATA[Um estudo brasileiro inédito acaba de achar mais uma pista que pode ajudar no combate a obesidade, condição que leva a diversos outros problemas de saúde, impactando o indivíduo, sua família e a sociedade. De acordo com os pesquisadores, o cérebro de pessoas obesas parece ter traços de inflamação e isso faz que órgão responda &#8230; <a href="http://eniorodrigo.wordpress.com/2012/03/15/cerebro-de-pessoas-obesas-tem-tracos-de-inflamacao-aponta-pesquisa-brasileira-2-2/">Continue a leitura <span class="meta-nav">&#187;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=eniorodrigo.wordpress.com&#038;blog=2511036&#038;post=614&#038;subd=eniorodrigo&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Um estudo brasileiro inédito acaba de achar mais uma pista que pode ajudar no combate a obesidade, condição que leva a diversos outros problemas de saúde, impactando o indivíduo, sua família e a sociedade. De acordo com os pesquisadores, o cérebro de pessoas obesas parece ter traços de inflamação e isso faz que órgão responda de forma diferente às informações sobre a gordura corporal, gasto calórico e ingestão alimentar.</strong></p>
<p>A pesquisa feita por Simone van de Sande-Lee, pesquisadora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), e<a href="http://diabetes.diabetesjournals.org/content/60/6/1699.abstract"><strong> publicada no periódico <em>Diabetes</em></strong></a>, partiu da observação da atividade cerebral de um grupo de indivíduos obesos. Esse grupo, mais tarde, participou de cirurgias de redução de estômago, o que serviu de dado comparativo. Além disso, indivíduos que não estavam em risco para obesidade também participaram, como grupo controle, da pesquisa.</p>
<p>“A coleta de dados durou aproximadamente um ano. Por meio de exames de ressonância magnética funcional – ou RMf – pudemos medir a atividade cerebral dos grupos de pessoas que participaram do estudo. E o que observamos foi que o hipotálamo de pessoas que estavam obesas tinha um menor nível de atividade. Essa estrutura do cérebro é responsável pelo controle do peso corporal, regulando fome e gasto calórico”, explica Sande-Lee.</p>
<p>Após a cirurgia de redução de estômago, os mesmos indivíduos que estavam obesos no início da pesquisa voltaram ao laboratório. E um efeito já conhecido pelos pesquisadores, mas somente observado anteriormente em modelos animais, foi comprovado em humanos.</p>
<p><strong>Após perda de peso o organismo passa a combater a inflamação no cérebro</strong></p>
<p>“Já sabíamos que o cérebro de indivíduos obesos parece sofrer um tipo de inflamação. Isso já havia sido comprovado em pesquisas com modelos animais. E essa hipótese foi corroborada em humanos a partir da nossa coleta de dados, observando o nível de substâncias anti-inflamatórias encontradas nesses indivíduos após a perda de peso. Ou seja, após iniciarem um processo de emagrecimento – o que inclui mudança de hábitos alimentares também – o corpo pareceu combater a inflamação”, diz a pesquisadora.</p>
<p>Essa inflamação no cérebro dos indivíduos obesos é um dos principais fatores para que o processo de obesidade se instale. Normalmente a gordura corporal é monitorada pelo cérebro por meio da medição do nível de uma substância chamada leptina. Quando há excesso dessa substância, o hipotálamo controla a ingestão calórica, ficando mais sensível à saciedade, por exemplo. Mas quando há um processo inflamatório cerebral, o hipotálamo tem dificuldades de fazer essa relação entre ingestão calórica e saciedade.</p>
<p>Como foi observado no próprio estudo de Sande-Lee, pessoas obesas que ingeriam alimentos altamente calóricos – ricos em glicose, por exemplo – tinham fome mais rapidamente do que indivíduos magros. E os pacientes que haviam perdido muito peso após as cirurgias bariátricas se mostraram em um nível intermediário de sensação de saciedade, ou seja, em processo de recuperação dessa sensibilidade.</p>
<p><strong>Boa notícia também para os pacientes diabéticos</strong></p>
<p>De acordo com Lício Augusto Velloso, supervisor do estudo feito por Sande-Lee – junto com Fernando Cendes e Li Li Min –, dados de pesquisas anteriores demonstram que a principal causa de diabetes no mundo é a obesidade. Cerca de 80% das pessoas que têm diabetes tipo 2 desenvolvem a doença em decorrência da obesidade.</p>
<p>“Sabemos que o hipotálamo também tem um papel central no metabolismo de glicose. Um dos próximos passos seria observar, por exemplo, se há diferenças no padrão de funcionamento do hipotálamo entre pacientes obesos diabéticos e pacientes obesos não diabéticos”, indicam os pesquisadores.</p>
<p><strong><em>por Enio Rodrigo</em></strong></p>
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		<title>Você tem fobia de dirigir?</title>
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		<pubDate>Sun, 11 Mar 2012 09:08:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>eniorodrigo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ter o carro e não usá-lo. Ou então nem chegar perto de comprar um, mesmo tendo condições financeiras para tal. Isso, claro, pode ser uma opção (privilegiar o transporte público realmente é uma ótima ideia) ou então a doce sensação do status ao afirmar que “só anda de táxi” (e é uma pena que eles &#8230; <a href="http://eniorodrigo.wordpress.com/2012/03/11/voce-tem-fobia-de-dirigir/">Continue a leitura <span class="meta-nav">&#187;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=eniorodrigo.wordpress.com&#038;blog=2511036&#038;post=597&#038;subd=eniorodrigo&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ter o carro e não usá-lo. Ou então nem chegar perto de comprar um, mesmo tendo condições financeiras para tal. Isso, claro, pode ser uma opção (privilegiar o transporte público realmente é uma ótima ideia) ou então a doce sensação do <em>status</em> ao afirmar que “só anda de táxi” (e é uma pena que eles não sejam amarelos e charmosos como em Nova York). Mas se você sente certo temor, percebe um suor brotando na palma das mãos, um frio na espinha ou aquelas tremedeiras nas pernas, você, no íntimo, sabe: é fobia de dirigir.</p>
<p>Isso só acontece com pessoas que sofreram um acidente e desenvolveram um estresse pós-traumático, certo? Erradíssimo. Em praticamente 97% dos casos de fobia de dirigir, as pessoas nem sequer passaram perto de algo perigoso. No máximo, uma raspadela do carro no portão ao sair da garagem.</p>
<p>“A grande maioria das pessoas que atendemos, e que possuem fobia de dirigir, ou nunca tentou dirigir ou desistiu após algumas tentativas”, afirma Cláudia Ballestero, psicóloga clínica, presidente da Associação dos Portadores de Transtorno de Ansiedade (Aporta) e que também coordena e supervisiona uma clínica especializada em fobias para dirigir. “Claro que temos casos daqueles que passaram por algum episódio traumático, mas eles são exceção, ao contrário do que as pessoas normalmente acreditam.”</p>
<p>A especialista lembra que a principal diferença entre medo e fobia de dirigir é a sensação paralisante enfrentada pelos fóbicos. “Quem tem medo pode ficar nervoso. Já a fobia é impeditiva, deixa a pessoa em uma situação de paralisia, congelada. Quem tem fobia de dirigir tem problemas até mesmo para entrar no carro”, explica Cláudia.</p>
<p><strong>Perfeccionistas são as grandes vítimas</strong></p>
<p>A principal característica observada nessas pessoas que não chegam nem perto do carro, por uma questão fóbica, é o perfeccionismo. “O que mais ouvimos das pessoas com medo de dirigir é a afirmação: ‘se é pra fazer malfeito, eu não faço’”, diz Cláudia.</p>
<p>Para a psicóloga, o ato de dirigir é um aprendizado calcado no erro e que expõe demais as pessoas. Algumas, como aquelas com o perfil perfeccionista, não conseguem lidar com a crítica, de nenhuma forma. Isso contribui para a paralisia do ato de dirigir.</p>
<p>A fuga de uma situação que é social – dirigir envolve relacionar-se com pessoas, mesmo que através da lógica do trânsito –, em que é preciso errar e na qual a flexibilização da personalidade é imprescindível para lidar com as situações, como aquelas mais constrangedoras, quando o carro “morre” após o semáforo abrir, o que poderia ser resolvido com um movimento de ombros e um sorriso amarelo se transforma em um drama, em um palco onde o perfeccionista acredita ser a estrela principal.</p>
<p>Outra coisa, explica Cláudia, é o excesso de planejamento que os perfeccionistas se infringem. “A fantasia do controle completo dos afazeres diários é o calcanhar de aquiles dos perfeccionistas: se algo dá errado, eles têm grandes problemas para contornar o acontecido. Imagine no trânsito, em uma cidade minimamente movimentada, não dá para ter controle”, diz a especialista.</p>
<p>Para Cláudia, quando se fala em trânsito, não é possível falar de caminho, mas de percurso, e é preciso jogo de cintura e adaptações de momento para vencer certos obstáculos indesejáveis. “E isso é inexplicável para alguém perfeccionista e ansioso, para quem o planejamento antecipatório é hábito corrente.”</p>
<p><strong>Terapia de enfrentamento</strong></p>
<div></div>
<p>“Nessa fobia específica, não há como fugir: a terapia pode começar no consultório, mas é no enfrentamento que ela vai produzir resultados”, afirma Cláudia, explicando que entrar no carro e sair dirigindo faz parte do tratamento. Enfrentar o batalhão de “críticos” e aprender a lidar com os outros dentro de um contexto social chamado trânsito é um passo importantíssimo para esses pacientes.</p>
<p>Também, é preciso compreender que dirigir é realmente difícil. A pessoa precisa se convencer de que o ato de dirigir é uma superação diária. Para quem já adquiriu o hábito, pode parecer algo fluido, mas não é: dirigir se baseia em uma série de movimentos fragmentados, sequenciais e ritmados.</p>
<p>Ninguém olha pra um baterista de uma banda de rock e diz: ‘isso aí é fácil de fazer’. “Dirigir também não é nada fácil”, sentencia Cláudia. E quem sofre de fobia precisa se convencer de que vai precisar de treino e que vai errar bastante: antes de serem bons motoristas, todos que dirigem foram péssimos motoristas.</p>
<p>Os pacientes que passam para a fase de enfrentamento dentro do carro, claro, contam com apoio psicológico e mesmo técnico, de instrutores, também especializados.</p>
<p><strong>Autoescolas: fonte de traumas</strong></p>
<p>Os instrutores mal preparados, aliás, são a outra fonte de episódios ligados aos traumas que afligem alguns pacientes com a fobia de direção. “Instrutores mal preparados é algo bastante comum, e ouvimos falar muito sobre esse problema durante as sessões de terapia envolvendo traumas psicológicos”, afirma Cláudia.</p>
<p>Entre as histórias estão casos de alcoolismo, uso do percurso de treinamento para fazer trabalhos paralelos, e total falta de tato com os alunos. “Não são nada incomuns as histórias de instrutores que gritam e perdem o controle emocional durante as aulas de direção”, exemplifica.</p>
<p>Esses instrutores, diz Cláudia, acabam instalando o medo nos alunos, e a fobia pode ser uma decorrência de um estresse relacionado às reações do instrutor durante o processo de treinamento.</p>
<p><strong>A inexistência do carro</strong></p>
<p>E há também casos de traumas menos comuns, mas bastante peculiares, como o daquelas pessoas para quem o ato de dirigir não era algo comum na família. Não houve nenhum tipo de preparo do indivíduo para o fato de que algum dia ele iria precisar usar um carro para executar determinadas tarefas ou se movimentar. “Para algumas pessoas, o carro passou a ‘existir de uma hora para outra’”, observa Cláudia.</p>
<p>De todo modo, o tratamento no consultório para tratar a ansiedade e outros transtornos relacionados com o problema é imprescindível, e o ambiente do automóvel é o passo final para acabar de vez com a fobia de dirigir. “Não é nem demorado nem rápido: é no tempo que a pessoa precisa. Os homens chegam em um pior estado e acabam queimando etapas, se resolvendo mais rápido. As mulheres não esperam chegar ao limite do problema e são mais metódicas durante o tratamento. Mas todos, sem exceção, se resolvem e voltam (ou começam) a dirigir”, tranquiliza Cláudia.</p>
<p>Para procurar mais informações</p>
<p><strong>• Aporta</strong></p>
<p>Associação dos Portadores de Transtorno de Ansiedade. Site: <a href="http://www.aporta.org.br/">www.aporta.org.br</a></p>
<p><strong>• Clínica Escola Cecília Bellina</strong></p>
<p>Clínica especializada em fobias no trânsito. Site: <a href="http://www.ceciliabellina.com.br/">www.ceciliabellina.com.br</a>.</p>
<p><em><strong>por Enio Rodrigo</strong></em></p>
<p>Leia mais: <a href="http://www.oqueeutenho.com.br/5817/voce-tem-fobia-de-dirigir.html#ixzz1oSKAl7qM">http://www.oqueeutenho.com.br/5817/voce-tem-fobia-de-dirigir.html#ixzz1oSKAl7qM</a></p>
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