O impacto do homem no planeta é tão grande que pesquisadores já discutem se entramos em uma nova Era Geológica.
Em uma piscada de olhos, do ponto de vista geológico, a necessidade do homem por fontes de energia, comida, recursos hídricos e minerais, espaço para se estabelecer e para criar cidades modificou de tal forma a Terra e a vida sobre ela, que, para se ter uma ideia, a soma das consequências de todos os desastres naturais ocorridos no último ano, por exemplo, teve muito menos impacto na superfície do planeta do que aquele causado pelo homem no mesmo período.
A partir dessa constatação, Paul Crutzen – ganhador do prêmio Nobel de Química em 1995 – sugeriu que estaríamos sentindo os efeitos de uma nova Era Geológica: o Antropoceno, ou a “Era do Homem”. A sugestão de Crutzen foi feita em 2000, em conjunto com Eugene Stoermer, oceanógrafo americano, durante uma reunião do Programa Internacional sobre Biosfera e Geosfera, uma comissão internacional que estuda as mudanças climáticas globais.
A fala de Crutzen e Stoermer poderia trazer o homem para o centro de uma discussão que sempre teve como foco algumas forças naturais. Eles propuseram uma “mudança de paradigma”. No mês de maio de 2011, a Sociedade Geológica de Londres, uma das instituições mais tradicionais na área, convidou seus membros para uma conferência científica sobre o tema. Para a Sociedade Geológica, a humanidade não apenas habita o planeta, mas está modificando a maneira como ele funciona.

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