Na educação a distância (EaD) a presença e a participação ganham novos significados
A educação a distância (EaD) é um processo de educação baseado nas tecnologias da informação e comunicação (as chamadas TICs), no qual os alunos e professores geralmente não estão fisicamente presentes no mesmo espaço, nem no mesmo horário. O aluno é autônomo para determinar qual o melhor horário para interagir com as informações e discussões propostas. Mas, se a presença física é menos importante, na EaD cresce a necessidade do aluno mostrar suas opiniões: são elas que garantem ao professor que o aluno – em processo de formação – está do outro lado da tecnologia.
“Se no ensino presencial o importante é o aluno estar lá e responder à chamada, na EaD a presença se faz através das inter-relações entre esse aluno e seus professores, colegas – que não estão no mesmo local que ele – e com as informações propostas, que ficam disponíveis naquele receptáculo virtual”, explica Eliane Schlemmer, consultora na área de Educação Digital e Educação a Distância e pesquisadora da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), em Porto Alegre.
É essa inter-relação, completa a pesquisadora, que garante que aquelas informações vão se transformar em conhecimento. A aprendizagem se dá nesse processo de estabelecimento de relações entre o conhecimento que o sujeito já possui e a nova informação, a fim de atribuir-lhe significado. Mas engana-se quem pensa que um curso no formato EaD é mais fácil do que um presencial. Para toda vantagem, há um custo.
Vantagens e responsabilidades
“As vantagens da EaD são muitas: (…)
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