Com o “efeito Google”, saber formular as perguntas corretamente e onde encontrar as informações se tornou mais importante do que saber as respostas
A memória humana precisa cada vez menos guardar informações. Não porque elas são dispensáveis, mas porque o fluxo e a renovação dessas informações estão mais rápidas, tornando quase impossível a atualização constante. Com isso, as tecnologias que nos cercam se tornam depositórios dessas informações – seja a agenda do celular, ou a enciclopédia on line. O grande desafio não é mais guardar informações: é saber onde acessá-las. A memória humana está deixando de ser um grande receptáculo e se tornando um grande indexador. Saber fazer as perguntas de forma correta é mais importante do que saber as respostas. Esse é o chamado “efeito Google“, descrito recentemente por Betsy Sparrow, pesquisadora do Departamento de Psicologia da Universidade de Colúmbia, nos EUA.
O estudo feito por Sparrow foi publicado na edição de julho de 2011 do periódico Science, uma das revistas científicas mais renomadas mundialmente. De acordo com a investigação, participantes de entrevistas que se viam diante de perguntas difíceis passavam mais tempo pensando em como ter acesso a um computador do que sobre a informação questionada em si. (…)


Discussão
Os comentários estão fechados.